BMW: A marca que se diferenciou por suas grades

A BMW apostou nas grades como itens característicos de cada um de seus modelos; conheça a seguir 13 exemplares que fizeram história

BMW Vision iNext
BMW Vision iNext

 

Quando se fala em automóveis identificados por suas grades, muita gente lembra dos Jeep e de sua famosa grade com sete fendas. Já a BMW nem sempre é recordada, embora também seja reconhecida pelos componentes que adornam a dianteira de seus veículos. A montadora alemã, aliás, foi a primeira a apostar na grade como elemento de identificação, já que o 303, o primeiro modelo da marca a exibir o “duplo rim” foi lançado em 1933, enquanto o Jeep – ainda como veículo militar – surgiu somente no início dos anos 1940. Confira a seguir os 13 modelos de grade selecionados pela própria BMW e considerados os mais icônicos em sua história.

  1. Modelo 303, de 1933

Além de ser o primeiro a exibir a grade que se tornaria marca registrada dos veículos da fabricante sediada em Munique, o 303 também inovou com o motor 6 cilindros em linha – que, da mesma forma, se tornaria característico da marca.

Modelo 3030 de 1933

  1. Modelo 503, de 1956

Após a Segunda Guerra Mundial, a BMW lançou este belo cupê com linhas aerodinâmicas e a já tradicional grade frontal com novo desenho, que harmonizava perfeitamente com o restante da carroceria. Detalhe: o novo formato, menor, só pôde ser utilizado com a adoção das entradas de ar adicionais. A solução foi considerada tão boa que os modelos 3200 CS (desenhado por Bertone) e 2000 CS continuaram a usar grades similares.

Modelo 503 de 1956

  1. Roadster 507, de 1956

Criado por solicitação do austríaco Max Hoffman, importador de carros europeus luxuosos para os Estados Unidos, o BMW 507 tornou-se um dos modelos mais belos já produzidos pela fabricante da Baviera. O design do carro ficou a cargo de Albrecht Graf Von Goertz, que redesenhou o duplo rim, adotando o estilo horizontal. Além disso, Goertz foi o responsável por outra inovação: a frente pronunciada, que ficou conhecida como Sharknose (“Nariz de tubarão” em tradução livre do inglês) e se tornou característica das Séries 3, 5 e 7 até os anos 1990.

Roadster 507 de 1956

  1. Modelo 1500, de 1961

Primeiro veículo médio da marca, o 1500 também inovou ao estrear um motor 4 cilindros. Em termos estéticos, porém, o que mais se destacou no sedã foi a grade, inspirada na do 503, mas já com as grandes tomadas de ar laterais. O resultado acabou adotado como padrão da marca, sendo usado nos demais modelos da série (1600, 1800 e 2000), além de influenciar o estilo usado pela BMW até os anos 1980.

Modelo 1500 de 1961

  1. M1, de 1978

Considerado até hoje como um dos mais belos modelos produzidos, o ousado cupê criado por Giugiaro inovou também na grade, a menor usada nos automóveis da marca até então. Mesmo assim, o conjunto exibia tanta beleza e harmonia que ninguém ousou contestar. O roadster Z1, de 1988 e os lendários cupês da Série 8, lançados no ano seguinte, exibiram dianteiras semelhantes.

BMW M1 de 1978

  1. Série 3 (E36), de 1990

Provavelmente, o modelo de maior importância histórica para a BMW no Brasil, o E36 se tornou “febre” entre os consumidores endinheirados do País nos anos 1990, após a abertura do mercado nacional aos importados. Era comum ver exemplares das versões 325i (a mais popular) na cor preta com placas de licenciamento iniciadas com as letras BMW na porta de restaurantes badalados. O sucesso se justificava, já que o sedã exibia, de fato, um belíssimo design. Na dianteira, a grade do duplo rim era ladeada por faróis duplos protegidos por lentes e o estilo acabou influenciando o visual dos “irmãos maiores” das Séries 5 e 7, posteriormente. 

Série 3 (E36) de 1990

  1. Série 3 (F30), de 2011

As grades mais largas e que, pela primeira vez, se encontravam com os faróis fez história, mas não foi unanimidade. Além disso, foi a primeira vez que toda a linha da Série 3 passou a contar com motores turbo. De toda a forma, o estilo frontal também foi adotado mais tarde nos modelos da Série 7, em 2015 e nos Série 5 atuais.

Série 3 (F30) de 2011

 

8. Modelo i3, de 2013

A importância da grade no visual dos BMW é tamanha que a montadora não pensou duas vezes em mantê-la mesmo quando a peça não é necessária, como no elétrico i3. Aliás, tecnicamente, nem é possível chamá-la de grade, já que ela não tem elementos vazados e tampouco possui função prática. Mas é impossível imaginar um BMW sem esse componente.

i3 de 2013

  1. Série 8 e Z4, de 2018

Mais polêmica. A grade dupla ganhou desenho inédito, formando uma espécie de pentágono e, em conjunto com os faróis, formam um conjunto estético muito esportivo e jovial. Além do formato inusitado da grade, ela conta com elementos móveis, controlados eletronicamente. Quando o motor está quente, elas se abrem totalmente, fechando parcialmente em altas velocidades, para otimizar o fluxo aerodinâmico.

Série 8 e Z4 de 2018

  1. Série 3 Sedan, de 2018

O visual atual dos sedãs da Série 3 chama a atenção pela grade com formato de pentágono ser mais alta que a borda superior do conjunto óptico, o que causa certa estranheza à primeira vista. Mesmo assim, o resultado é harmonioso e agrada, principalmente pelo fato de formar um belo conjunto com os faróis.

Série 3 Sedan de 2018

  1. X7 e Série 7, de 2019

A BMW do Brasil considera essa grade – inspirada na dos Série 3 acima –  icônica, mas, muita gente não concorda com essa opinião. As dimensões generosas e os elementos verticais formam um conjunto, no mínimo, polêmico. Teve até quem tenha chamado o estilo de “antiquado”, por lembrar as grades dos veículos clássicos dos anos 1940, com excesso de cromados.

X7 e Série 7 de 2019

  1. Série 4 Coupé, de 2020

Se a grade dos Série 3 e 7 já causou polêmica, a versão atual, lançada nos Série 4 vem reunindo mais críticos do que fãs. Tem gente até comparando o visual dianteiro dos novos BMW com o do Ford Edsel, de 1958, que é conhecido como um dos maiores fracassos da história automotiva – e que ficou marcado por sua grade extravagante, para a época. De qualquer forma, a BMW não parece disposta a alterar o rumo determinado por seu departamento de design.

Série 4 Coupé de 2020

  1. Vision iNext, de 2018 e Vision M Next, de 2019

Com esses dois conceitos, a BMW mostra como serão as grades de seus próximos modelos. No Vision iNext, elétrico, o formato é praticamente o mesmo do atual Série 4, com contorno iluminado e a grade formando uma peça única. Já o esportivo híbrido Vision M Next aposta em um estilo mais horizontal, com a grade protegida por lentes vidro e iluminação interna, realçando o efeito tridimensional.

A partir da esquerda, Vision iNext, de 2018 e Vision M Next, de 2019
A partir da esquerda, Vision iNext, de 2018 e Vision M Next, de 2019