Renault abre a torneira para investir
R$ 1,1 bilhão no Brasil

Montante será usado no Complexo Ayrton Senna, de onde sairão sete novidades – duas delas elétricas – em 2022

 

A Renault vive dias difíceis em âmbito global, mesmo assim, não está se retraindo no mercado brasileiro. Ela acaba de anunciar investimento de R$ 1,1 bilhão destinado ao Complexo Ayrton Senna, no Paraná. O valor será gasto na renovação de automóveis e no desenvolvimento de um motor turbo.

As noticias são promissoras: a marca prepara sete novidades – que incluem dois veículos elétricos – até a metade de 2022. “Apesar das dificuldades, seguimos investindo na atualização dos nossos produtos no mercado nacional”, afirma o presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo.

A Renault não antecipou o que será produzido por aqui a partir dos novos investimentos. Mas não está descartada a reformulação de modelos como o compacto Kwid e a picape Oroch, que já clama por uma repaginação.

Apesar da pandemia, a Renault considerou 2020 um ano positivo. Ela lançou o Duster reestilizado e foi reconhecida pelas inovações relativas à indústria 4.0. Outro passo importante refere-se à aprovação do acordo coletivo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) até 2024, trazendo mais segurança e flexibilidade para o ciclo de investimentos.

“O Brasil continua sendo estratégico para o Grupo Renault”, diz Luiz Fernando Pedrucci, vice-presidente sênior para a América Latina. “Os investimentos dependem da melhoria de competitividade. Fatores como alta carga tributária, custos logísticos e de fabricação comprometem os planos de atuação no país. Ainda assim, seguimos firmes no Brasil.”

Os dois carros elétricos que serão fabricados no Paraná se juntarão a outros modelos já comercializados: Zoe, Twizy e Kangoo Z.E. A Renault tem 20 clientes e parceiros corporativos, que utilizam os três automóveis em empresas como Beep Beep, Porto Seguro e Itaipu.

A partir do ano que vem, no entanto, a fabricante quer aumentar sua presença junto ao cliente final e elevar expressivamente a frota de 300 veículos elétricos Renault que já circulam no país.