Teste: Ford Ranger Black

A bela dama de negro conquista pelo conforto e prazer ao dirigir

Teste Ford Ranger Black - Garagem

A Ford Ranger viveu uma espécie de divisor de águas – ou de trilhas – no Brasil há dois anos, quando abandonou o motor flex para oferecer apenas o diesel e com a modificação de aproximadamente 600 componentes. Tudo para ficar mais competitiva no mercado de picapes grandes, amplamente dominado pela Toyota Hilux.

Mas a responsabilidade da Ranger aumentou neste ano. Assim como aquela família sem muitas posses, que só pode escolher um filho para seguir adiante nos estudos e “ser alguém na vida”, a Ford encerrou a produção no Brasil e elegeu a Ranger para ser seu carro-chefe no país.

Tratou, então, de deixá-la mais apresentável para encarar a universidade das picapes em meio a tantos concorrentes de peso e lançou a versão Ranger Black. Fabricada na Argentina, ela se diferencia pela carroceria, rodas de liga leve de 18 polegadas e acabamento interno predominantemente pretos. Pode apostar: é linda e chama muita atenção.

Teste Ford Ranger Black - Garagem

Ao preço de R$ 183.490, a Ranger Black vem equipada com motor turbodiesel 2.2, quatro cilindros em linha, que entrega 160 cv de potência a 3.200 rpm e 39,3 kgfm de torque já disponíveis a 1.600 rpm. O câmbio automático de seis marchas atua com a tração 4×2.

Embora a proposta da Ranger Black seja mais urbana, GARAGEM encarou algumas trilhas leves e ela se saiu muito bem, sem trepidações exageradas graças ao refino da suspensão, também modificada há dois anos. Nem foi o caso de vencer algum ponto coberto de água, mas, se fosse exigida, a picape poderia mergulhar até 80 cm de profundidade.

Teste Ford Ranger Black - Garagem

Se o conforto é garantido na terra, imagine no asfalto. Basta programar a velocidade na estrada e esquecer o pedal do acelerador. O recurso aumenta o prazer da viagem e ajuda e economizar combustível. Segundo a Ford, a Ranger Black percorre 9,6 km/l na cidade e 11,3 km/l na rodovia. Em percurso misto, a picape registrou média de 10,8 km/l durante nossa avaliação.

Por fora, a versão é uma dama de negro. Estribos, maçanetas, capa dos retrovisores, faixas laterais, santantônio, barras do teto, para-choques e grade são pintados de preto, tonalidade que abre concessão apenas para o azul do emblema oval da montadora e as máscaras de faróis e lanternas.

Teste Ford Ranger Black - Garagem

Na parte de dentro, o modelo capricha no conforto. O espaço interno é abundante até para os passageiros mais altos, obra da distância entre-eixos de 3,22 metros. Além disso, a Ranger mede 5,35 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,81 m de altura e sua caçamba transporta 1.180 litros de bagagem ou 1.168 kg de carga.

Teste Ford Ranger Black - Garagem

Os bancos são de couro e o do motorista tem ajuste de altura, assim como o volante. A central multimídia Sync 3 tem tela sensível ao toque de oito polegadas, comandos de voz e acesso aos sistemas Apple CarPlay e Android Auto.

Pelo celular, o sistema de conectividade FordPass Connect aumenta a interatividade do motorista, controlando funções como travamento e destravamento das portas, partida remota com climatização da cabine, hodômetro, autonomia e localização do veículo.

Entre os itens de segurança, a Ranger Black oferece sete airbags, controles de estabilidade e de tração, sistema anticapotamento, câmera traseira para manobras, sensores de estacionamento traseiro, sistema Isofix para prender cadeirinha infantil, assistência de partida em rampa e frenagem de emergência.

A Ranger detém 11,8% de participação de mercado, enquanto a Hilux domina 19,5%. Se ela não é a primeira da classe, ao menos está longe de decepcionar na atribulada vida acadêmica das picapes.