Avaliação: Honda City Hatch Touring

Modelo que substituiu o Fit tem pegada mais esportiva e traz muitos itens de série

Honda City Hatch Toruring - Caderno Garagem

A aposentadoria do Honda Fit chocou um pouco os fãs do compacto pequeno por fora e muito grande por dentro, graças ao sistema Magic Seat de modularidade dos bancos, que aumenta consideravelmente o compartimento de bagagem.

A decisão da Honda tem uma explicação: ela queria substituir o Fit por um modelo mais moderno, bonito e que também tem o aclamado sistema dos bancos. GARAGEM avaliou a versão Touring do hatch, que custa R$ 129.100. A de entrada, EXL, sai por R$ 119.800.

Ao contrário do Fit, que passava a impressão de ser alto, a carroceria do City é longa, larga e baixa. O apelo é mais esportivo. Ele mede 4,34 metros de comprimento, 1,75 m de altura, 1,50 m de altura e 2,60 m de distância entre-eixos.

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O Magic Seat, o grande atrativo do carro, tem quatro modos de utilização (Utility, Long, Tall e Refresh), que permitem acomodar objetos de tamanhos variados. No modo Utility, o espaço chega a 1.168 litros de volume, superando os 1.045 litros disponíveis no Fit.

O motor também é outro ponto forte. O 1.5 de 126 cv de potência e 15,8 kgfm de torque é completamente novo. Feito de alumínio (cabeçote, bloco e cárter), o motor é um quatro cilindros aspirado. Conta com injeção direta de combustível e dois comandos de válvulas no cabeçote – um para as oito válvulas de escape e outro para as oito de admissão.

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Na aceleração, o carro até faz lembrar um modelo elétrico, no qual o torque é imediato. Basta pisar no acelerador para o City responder prontamente, favorecendo uma condição de retomada de velocidade e ultrapassagem na estrada.

A transmissão CVT de sete velocidades traz duas novidades: o step-shift e o early down-shift during braking. O primeiro recurso atua sob condução esportiva. Quando o motorista pisa fundo no acelerador, a central de gerenciamento eletrônica coordena as trocas nos pontos fixos das marchas, acentuando a esportividade. O segundo dispositivo surge em situações de descida. Ao notar que o motorista está pisando no freio, o CVT aplica maior freio-motor, aumentando a segurança sem comprometer o consumo.

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Segundo a Honda, o carro chega a 175 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 10,8 segundos. O consumo divulgado é de 9,1 na cidade e 10,5 km/l na estrada com etanol e, respectivamente, 13,3 km/l e 14,8 km/l com gasolina. Em circuito misto, cravamos 9,2 km/l com etanol.

O interior do New City Hatch ganhou materiais sofisticados no acabamento e na montagem. Nas duas versões, o painel é amplo e com fácil visualização das informações. Os bancos possuem o sistema de estabilização corporal, tecnologia antifadiga que melhora a acomodação do corpo, evitando o esforço constante para a retomada do posicionamento ideal.

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O City hatch vem muito bem equipado. A lista de itens de série inclui botão de partida do motor, sistema de travamento e destravamento por aproximação da chave, ar-condicionado digital e automático, espelhos retrovisores com rebatimento automático, central multimídia com tela de oito polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, câmera de ré multivisão, sensores de estacionamento traseiros e dianteiros, bancos de couro e painel de instrumentos de sete polegadas.

Além disso, o City é o primeiro modelo da marca japonesa fabricado no Brasil dotado do Honda Sensing, pacote de equipamentos de segurança e assistência de condução. Ele tem controle de cruzeiro adaptativo, sistema de frenagem para mitigação de colisão, assistência de permanência em faixas, sistema para mitigação de evasão de pista e ajuste automático de farol.

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A versão Touring é ainda mais recheada, trazendo o assistente de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, monitor de pressão dos pneus e sensor de ponto cego. Tudo para que ninguém sinta saudade do Fit.