BSS comemora 14 anos de atividades

Empresa é líder no mercado de blindagem automotiva graças a fatores como os materiais usados e as técnicas inovadoras na proteção balística

O mercado de blindagem automotiva vem crescendo no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a frota circulante no país conta aproximadamente com 230.000 carros blindados. Mas, para instalar a proteção balística, é preciso avaliar a procedência da empresa e os métodos de trabalho.

Uma das blindadoras mais conceituadas do Brasil é a BSS Blindagens, líder do setor com 11% de marketshare dos automóveis de passeio e 30% entre os modelos premium (que custam acima de R$ 200.000). Em seu 14º ano de atividade, a BBS acaba de registrar a produção da unidade número 14.000: um Porsche Taycan.
 
Em 14 anos, as marcas premium mais blindadas pela BSS foram Mercedes-Benz (2.880 unidades), BMW (1.768), Volkswagen (1.524), Porsche (1.383) Jaguar Land Rover (1.375), Volvo (872), Audi (820), Toyota (637), Jeep (455) e Lexus (281 unidades). As demais 2.000 unidades compõem o portfólio de carros até R$ 200.000 e também esportivos, superesportivos e de alto luxo.


 
A liderança da BSS se deve, em boa parte, à inovação de materiais e processos de blindagem. Ela utiliza a manta de aramida, formada por um conjunto de várias camadas de tecido, cuja trama é composta por fios entrelaçados. Cada fio tem um conjunto de filamentos com diferentes resistências mecânicas, dependendo da origem e procedência. Portanto, uma manta mais grossa ou pesada não representa, necessariamente, maior resistência aos testes balísticos.
 
Como toda malha de aramida absorve água, provocando perda de eficiência balística, o material usado pela BSS possui uma camada de Neoprene para deixar a manta impermeável. Já os vidros blindados são fabricados com lâmina de aço inoxidável engastada. Ela dispensa o aço soldado à carroceria, eliminando o risco de danos elétricos e eletrônicos aos componentes do veículo.
  
Nos testes feitos pelo Exército Brasileiro, como determina a norma ABNT15000, as placas de manta de aramida recebem uma camada na frente (que será atingida primeira pelo projétil) da lâmina de aço carbono com 0,6 mm de espessura. Ocorre que esse material não é mais utilizado na construção dos modelos mais novos. Logo, a norma deveria ser atualizada.


 
A BSS vai além, ao realizar testes em laboratórios homologados pelo Exército, nos quais são avaliados diferentes materiais empregados nas carrocerias. O objetivo é alcançar a máxima resistência aos projéteis do nível IIIA da norma.

Dependendo do veículo, a BSS se vale da manta de aramida de níveis ainda mais resistentes. Um exemplo: em tampas traseiras de fibra de carbono, a empresa adota placas de 11 camadas de aramida, que suportam os disparos.
 
Embora o ponto forte seja a linha de produção, a BSS Blindagens também atua nos serviços de assistência técnica. Há três anos, ela inaugurou um Centro de Assistência Técnica, que atende igualmente carros com blindagem executada por outras companhias.