A insustentável leveza do novo McLaren Artura

Embora seja um superesportivo devorador de asfalto, o modelo hibrido da marca inglesa se destaca pela arquitetura mais leve e eficiente

 

“De novo um carro da McLaren na seção Supercarros?” Se você reagiu assim ao ver essa reportagem, já vamos logo avisando: GARAGEM não tem culpa se a marca inglesa não para de lançar um superesportivo melhor que o outro. Como fechar os olhos para o Artura, apresentado nesta terça-feira (16)? É simplesmente impossível ficar alheio à tanta beleza dessa máquina.

Os engenheiros da McLaren Automotive se depararam com um  brifefing desafiador: “criar um supercarro híbrido de alto desempenho, de produção em série e que se destaque em todos os níveis, com desempenho, engajamento e eficiência”.

Nenhuma parte do desenvolvimento foi executada isoladamente. Cada passo da meta foi cumprida com rigor, prenunciando o lançamento do Artura como um híbrido de alto desempenho. “Projetamos carros de maneira diferente”, afirma Dan Parry-Williams, diretor de design de engenharia da McLaren. “Nossa abordagem compreende design técnico e design de estúdio, áreas que na indústria automotiva costumam ser separadas e até rivais. A McLaren vê esses pilares interligados e trabalhando em prol de objetivos comuns.”

Apesar do desempenho brutal, o Artura apresenta outro atrativo: é o primeiro carro da marca a se valer do McLaren Carbon Lightweight Architecture (MCLA), formado por três elementos: monocoque de fibra de carbono – mais resistente e leve –, arquitetura elétrica e chassi com as estruturas de suspensão.  

“Desenvolvemos este supercarro híbrido de alto desempenho com todos os nossos aprendizados de décadas, com materiais avançados e leves, usando processos e técnicas pioneiras para proporcionar mais leveza e garantir maior eficiência energética”, completa Jamie Corstorphine, diretor de estratégia de produto.

No centro da nova plataforma está o monocoque de fibra de carbono. A McLaren foi pioneira na tecnologia desse composto na Fórmula 1 há quase 40 anos e a replicou para o chassi do Artura.

Lançado em 2009, o McLaren 12C introduziu o chassi de fibra de carbono moldado em peça única, 25% mais rígida do que uma estrutura equivalente de metal e 25% mais leve do que um chassi de alumínio. A diferença, agora, é que a tecnologia está ainda mais avançada no Artura, capaz de absorver eventuais impactos com mais eficiência e menos riscos aos ocupantes.

A plataforma do Artura incorpora também um novo sistema elétrico de aquecimento, ventilação e ar condicionado, projetado para funcionar com ou sem o auxílio do motor de combustão interna. A unidade compacta está localizada na frente do carro para melhorar a distribuição de peso.

O motor híbrido do Artura combina um motor 3.0 V6 turbo com um elétrico, alimentado por uma bateria de 7,4 kWh. Juntos, eles entregam 680 cv de potência. Segundo a marca, o supercarro acelera de 0 a 100 km/h em míseros 3 segundos e chega a 330 km/h de velocidade máxima. A transmissão é automática de oito velocidades.

O McLaren Artura possui quatro modos de condução: E-mode, Comfort, Sport e Track. O E-mode é o padrão para iniciar uma direção silenciosa e totalmente elétrica com zero emissões. No Comfort, o motor V6 a gasolina funciona em conjunto com o motor elétrico, com assistência máxima para economia de combustível. No Sport, o motor elétrico fornece preenchimento de torque em rotações mais baixas, enquanto o V6 visa o desempenho máximo. E o Track oferece a mesma combinação de potência híbrida, com software de transmissão que oferece trocas mais rápidas.

Por dentro, o puro-sangue tem todos os controles principais ao alcance da mão, como nova central multimídia com tela de oito polegadas sensível ao toque, sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) e espelhamento de smartphone para Apple CarPlay e Android Auto. Algumas unidades deverão ser importadas para o mercado brasileiro ainda neste primeiro semestre.