Oito novos passos da Honda para o mercado brasileiro

Montadora vai mexer na linha de produtos e o maior destaque é o lançamento do City hatch

A Honda está preparando um pacote de mudanças em suas operações no mercado brasileiro. Em entrevista a um grupo de jornalistas da área econômica, Atsushi Fujimoto, novo presidente da Honda América do Sul, revelou oito planos para a marca melhorar seus resultados no Brasil. Confira:

  • A Honda mexerá na gama de seus produtos. O maior destaque para 2021 é o lançamento da nova geração do City e não estamos falando apenas do sedã. O modelo terá a companhia da versão hatch, com proposta mais tecnológica.
  • Não tem jeito: a chegada do City hatch vai impactar no Fit. Os boatos deverão se confirmar e o compacto deverá sair de linha. Se você quer comprar um Fit, pense nisso.
  • A montadora japonesa cansou de assistir o Civic bem atrás do Toyota Corolla no ranking de vendas. Assim, o sedã não será mais produzido no Brasil. A configuração topo de linha virá como importada dos Estados Unidos e a tendência é que se torne um automóvel mais de nicho.
  • O executivo afirmou que a Honda fará investimentos no país, mas, agindo com a conhecida discrição oriental, não revelou o valor, tampouco os novos carros que serão resultado desses recursos.
  • Segundo Fujimoto, a Honda trabalhará forte na eletrificação de seus veículos, uma vez que, a partir de 2040, todos os modelos da fabricante serão equipados com propulsão elétrica.
  • Dessa forma, ela deverá apresentar no Brasil três automóveis eletrificados até 2023. Embora ele não tenha dito quais são, pode-se prever que Accord e:HEV, CR-V e HR-V, todos híbridos, sejam os primeiros escolhidos.
  • Em 2022, a Honda lançará no Brasil a nova geração do HR-V, fabricado em Itirapina (SP).
  • Por falar em Itirapina, ele tratou de encerrar os rumores – sempre recorrentes – sobre o fechamento da unidade. Fujimoto salientou que a Honda vai manter a planta em funcionamento, assim como a de Sumaré, também no interior de São Paulo. Juntas, têm capacidade produtiva de 240.000 veículos por ano.