Mercedes faz parceria para desenvolver bateria de ânodo de silício

Tecnologia será implantada em futuros carros da marca alemã, como o Classe G

Ilustração de carro elétrico com baterias no assoalho - Caderno Garagem

A corrida elétrica está ganhando ares da antiga corrida espacial, vivida nos anos 1950 e 1960. Mas agora, em vez de apenas duas nações concorrentes (Estados Unidos e a então União Soviética), muitos países/montadoras apressam-se em descobrir novas alternativas para a mobilidade elétrica de seus automóveis. É uma disputa do bem, sem ameaças veladas, tensões e briga de egos.

As fabricantes buscam soluções para desenvolver as baterias dos veículos elétricos, com menos custos e mais autonomia. Em parceria com a Sila, empresa norte-americana de materiais de bateria de última geração, a Mercedes-Benz anunciou que pretende incorporar a química de ânodo de silício em baterias que serão usadas pela primeira vez no futuro modelo Classe G elétrico.

Fundada em 2011, a Sila tem o objetivo de “acelerar a transformação de energia para um futuro mais sustentável”. Para isso, utiliza materiais avançados de ânodo de silício a fim de catalisar uma nova era de armazenamento de energia, aliviando a dependência mundial de combustíveis fósseis.

Segundo as duas companhias, o inovador material aumentará a densidade de energia, sem comprometer a segurança ou outros parâmetros de desempenho da bateria. Em comparação com as células disponíveis no mercado atualmente, a tecnologia permite aumento de até 40% na densidade, atingindo mais de 800 Wh/l (watts-hora por litro) em nível de célula. Isso permitirá armazenamento superior de energia no mesmo espaço, elevando de forma expressiva a autonomia de futuros veículos com propulsão elétrica.

Os materiais de ânodo de silício serão fabricados empregando 100% de energia renovável nas instalações da Sila, em Washington (EUA). A Mercedes quer que a nova bateria equipe o Classe G em meados desta década. O acordo de fornecimento representa um passo importante nos planos da Mercedes de se tornar a principal fabricante de veículos elétricos do mundo.

Por sua vez, a Sila se empenha em aprimorar todos os aspectos do desempenho da bateria, produzir materiais de ânodo de silício com controle de qualidade em escala e apoiar a implementação para garantir os requisitos de segurança dos produtos.

Depois de dez anos de pesquisas, ela foi pioneira na industrialização e na oferta comercial de uma química de íons de lítio de próxima geração, com maior densidade de energia. Essa tecnologia também será capaz de alimentar os futuros veículos elétricos da parceira Mercedes.