Avaliação: Onix RS é esportivo na medida certa

Com ajustes que o deixam mais arrojado e valente, compacto se dá bem até na terra

A General Motors instituiu a sigla RS em sua linha e o modelo que estreou a grife foi o Onix, em outubro do ano passado. A roupagem é esportiva mas, cá entre nós, ele não nega fogo ao encarar a terra também. GARAGEM avaliou o modelo por cerca de 600 km ao longo de 15 dias, com direito a enfrentar muita lama. Ok, não foram trilhas que exigiam tração 4×4, mesmo assim, o Onix RS mostrou valentia.

O Onix RS está uma prateleira abaixo da versão topo de linha Premier. Custa R$ 79.390 e seu motor é o econômico 1.0 turbo flex de três cilindros, que desenvolve 116 cv de potência a 5.500 rpm e 16,8 kgfm de torque já a 2.000 rpm. Ele compõe um conjunto bastante eficiente com a transmissão automática de seis marchas.

O hatch versão RS surgiu um ano depois do lançamento da nova geração do Onix. Por que a demora? “O intervalo fez parte do nosso planejamento estratégico. Queríamos sentir a reação do mercado – que foi a mais positiva possível – em relação ao novo Onix”, explica Hermann Mahnke, diretor-executivo de marketing da GM América do Sul.

Segundo a montadora, a RS é uma das séries especiais mais cultuadas da Chevrolet no mundo, porque reúne acabamentos exclusivos, design arrojado e interior marcante. Essas duas letrinhas só estavam presentes em carros icônicos da marca, conceito alterado no mercado brasileiro com o Onix, justamente por agradar diversos perfis de clientes graças ao volume de vendas que o posiciona na liderança do ranking nacional.

Com itens exclusivos, a aparência do Onix RS é diferente da de seus irmãos. A dianteira recebeu grade colmeia (tão na moda atualmente), spoilers salientes e faróis tipo projetor, com máscara negra e luz DRL com moldura em preto brilhante.

O vermelho e o negro

Na lateral, os retrovisores em preto metálico ornam com as rodas de alumínio de 16 polegadas e com a saia na mesma cor da carroceria. Na parte de trás, o spoiler foi integrado ao para-choque e o aerofólio integra a tampa do porta-malas. O esmero nos detalhes inclui o teto, pintado de preto. Como se vê, o exterior é caracterizado por vários acabamentos em preto.

Vamos ao interior que, ao contrário da parte externa, esbanja vermelho para designar a vocação esportiva. Ele está presente nas costuras da forração do volante de base reta e nos bancos envolventes, remetendo aos bólidos de competição. As saídas de ar trazem molduras com um toque vermelho acetinado, que combina com o grafismo do quadro de instrumentos exclusivo do Onix RS.

As transformações não se resumem ao visual. “Para se diferenciar do restante da linha, o Onix RS ganhou acerto de direção e de suspensão, com a finalidade de aumentar a performance e o prazer ao dirigir”, afirma Ricardo Fanucchi, diretor geral de engenharia da GM América do Sul.

As mudanças mostram-se perceptíveis com o carro em movimento, principalmente na estrada, onde a aceleração e a retomada de velocidade são tão importantes. Ágil e elástico, o conjunto mecânico faz o Onix RS acelerar de 0 a 100 km/h em 10,1 segundos.

A GM enaltece o consumo de combustível do RS. Dados da marca revelam que ele roda 14,4 km/l na estrada e 10,1 km/l na cidade com gasolina no tanque. Abastecido com etanol, as médias são de 12 km/l e 8,3 km/l, respectivamente. Na nossa avaliação, ele cravou 11,2 em circuito combinado, com etanol no reservatório.

O modelo não desaponta na lista de itens de série. A central multimídia MyLink tem tela maior, de oito polegadas, e compatível com Android Auto e Apple Car Play. O pacote agrega, ainda, ar-condicionado, direção elétrica, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo, controlador de velocidade, assistente de frenagem de urgência, controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa.

Com tantos equipamentos e ajustes dinâmicos, o Onix RS torna-se um excelente companheiro de viagem. E na medida certa. O porta-malas de 275 litros parece pequeno, no entanto, tenha ao seu lado alguém que realmente entende de logística e organização e você realmente entenderá a expressão “multiplicação dos espaços”.