Fiat Pulse entra no segmento dos SUVs a partir de R$ 80.000

Entre suas virtudes, modelo encara trilhas de terra e, veja só, pode até matar sua fome

A única experiência que a Fiat teve com SUV no Brasil foi um fiasco. Lançado em 2011, o Freemont – clone do Dodge Journey – era desengonçado e beberrão. A marca passou uma borracha nesse passado e faz questão de não se lembrar do modelo. Corta para 2021.

A Fiat lança um SUV compacto, com proposta totalmente diferente. Ele chega nas versões Drive 1.3 flex e câmbio manual (R$ 79.990), 1.3 flex automático (R$ 89.990) e Turbo 200 flex automático (R$ 98.990); Audace Turbo 200 flex automático (R$ 107.990) e Impetus Turbo 200 flex automático (R$ 115.990).

O nome do carro vai render um sem número de trocadilhos previsíveis com a pulsação de quem está ao volante (vamos nos esforçar para evitar esse lugar comum). Mostrado pela primeira vez em um reality show, agora o Pulse enfrentará a vida real no renhido segmento dos utilitários esportivos. Totalmente desenvolvido e fabricado no Brasil, na unidade de Betim (MG), o Pulse tem como um dos pilares o design.

A dianteira alta e imponente lhe dá um aspecto mais parrudo. A ampla grade frontal abriga o logo da Fiat, acompanhado pela bandeira da Itália no canto inferior direito. Feito no Brasil, mas sem esquecer as raízes italianas, si signore.

Os faróis de LED são encimados por um elegante filete luminoso e o friso pode variar conforme a versão (é cromado na versão topo de linha). Abaixo, está uma segunda entrada de ar imponente, com grandes nichos para os faróis de neblina, também de LED.

Na lateral, as rodas de liga leve de 17 polegadas têm desenho diferenciado para cada configuração. Na traseira as lanternas tridimensionais são de LED e o teto preto deixa o modelo com pintura biton.

Toda a parte interna do Pulse é inédita. O painel recebe tons prata e cinza com diferentes elementos, expressando modernidade. Os bancos são de tecido ou couro sintético, com costura aparente e design envolvente, que “abraçam” o motorista com mais conforto. Nas versões automáticas, é possível trocar as marchas nas aletas do volante

O painel é totalmente digital e compõe a atmosfera tecnológica ao lado da tela flutuante da central multimídia, de 8,4 ou 10,1 polegadas com conexão via internet 4G. Os comandos do sistema de som, ar-condicionado entre outros do SUV, agrupam-se em um cluster integrado, facilitando o manuseio do motorista. Você costuma andar com muita coisa no bolso? Tranquilize-se: o habitáculo reúne nada menos que 18 porta-objetos que somam 25 litros.

O Pulse é equipado com motor 1.0 turbo 200 flex, de 130 cv de potência e 20,4 kgfm de torque (ou 200 Nm, daí o número no nome do propulsor). Outro motor disponível no modelo é o 1.3 Firefly, que gera 107 cv e 13,7 kgfm.

Ambas as motorizações são acopladas ao inédito câmbio automático CVT com sete marchas. Essa transmissão foi desenvolvida junto à Aisin, renomada empresa do segmento de powertrain. Com ela, o Pulse com motor turbo 200 Flex é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 9,4 segundos.

O Pulse não desaponta nas trilhas off-road, desde que não sejam, claro, transamazônicas em época de chuva. O vão livre do solo chega a 22,4 cm, com altura mínima de 19,6 cm. Na traseira, a suspensão elevada aliada ao novo para-choque oferece excelentes ângulos de entrada (20,5 graus) e de saída (31,4 graus).  

O recurso TC+ auxilia o veículo a transitar em pisos de baixa aderência. Ele ajusta os parâmetros do controle de estabilidade para bloquear a roda desobediente, que não está no solo, e transferir o torque para o outro lado, aumentando a capacidade de superar obstáculos.

Outros dispositivos presentes no Pulse são a comutação automática dos faróis (que desativa o farol alto na aproximação de um carro em sentido contrário), aviso de mudança de faixa, frenagem autônoma de emergência, controles de estabilidade e tração e quatro airbags.

Feito na plataforma MLA, o Pulse mede 4,10 metros de comprimento, 1,78 m de largura, 1,58 m de altura e 2,53 m de distância entre-eixos. O porta-malas de 370 litros não é tão amplo, mas pode crescer se os bancos traseiros forem rebatidos.

O dispositivo Cart é um dos pontos fortes do modelo. E quem gosta de McDonald’s vai se refestelar. Graças à parceria com a  startup Zapay, o motorista escolhe e paga, pelo cartão de crédito, por um lanche da rede de fastfood. O menu aparece na tela e, feito o pagamento, é só retirar o pedido na loja mais próxima.

Bom apetite. E bom proveito do SUV que, pelo preço inicial e pela proposta, tem condições, sim, de mexer com a categoria de SUVs.