Vai dirigir poucos metros? Mesmo assim, use o cinto de segurança

Quem se senta no banco traseiro também não pode esquecer do equipamento, fundamental para evitar lesões mais sérias em um acidente.

 

Por incrível que pareça, ainda existem motoristas e passageiros que não dão a devida importância para o cinto de segurança. Basta fazer um trajeto bem curto, até a padaria da esquina, por exemplo, para que o item seja negligenciado, por causa da ideia equivocada de que, em pequenas distâncias, não há perigo de ocorrer um acidente.

Tal relaxamento, no entanto, aumenta a desatenção e multiplica as chances de uma batida mais séria. Está mais do que comprovado que o uso do cinto reduz expressivamente as lesões, além de evitar infração grave e multa de R$ 195,23.

Apesar dos incautos, a maioria dos motoristas e passageiros afivela o cinto logo que entra no carro. O desafio, porém, é convencer também os ocupantes do banco traseiro a usarem o equipamento.

Saiba quais são os benefícios relacionados ao cinto de segurança, segundo estudo do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi-Brasil):

  • Mantém os ocupantes no lugar durante a parada brusca do veículo.
  • Absorve parte da energia remanescente do impacto e distribui a restante pelos pontos mais fortes do corpo dos ocupantes.
  • Evita que as pessoas sejam lançadas para fora do veículo. Quando isso acontece, as chances de sobrevivência caem drasticamente.
  • Minimiza a chamada “segunda colisão”, ou seja, a possibilidade de os ocupantes se chocarem contra o interior do veículo ou entre si.
  • Diminui a possibilidade de perda da consciência em acidentes, o que dificulta a rápida saída do veículo.
  • Garante a posição correta e estável de dirigir, sem a necessidade de se segurar em curvas acentuadas, solavancos ou paradas bruscas, diminuindo a fadiga e as chances do envolvimento em acidentes.

Atualmente, todo projeto de automóvel parte do princípio de que os ocupantes estejam sempre presos ao cinto. Os bancos da frente são testados para suportar seu próprio peso e das pessoas sentadas neles. Portanto, não estão preparados cargas adicionais vindas de trás e aplicadas no encosto. Consequentemente, não oferecem proteção aos ocupantes traseiros que são arremessados para frente.

Na medida em que não resistem a esta exigência adicional, os bancos podem se projetar para cima dos ocupantes, sob risco de feri-los gravemente, devido à ocorrência dos seguintes fatos:

  • Deformação do encosto do banco dianteiro, que se dobra por sobre os ocupantes.
  • Aumento do esforço dos cadarços dos cintos de segurança a ser suportado pelo corpo dos passageiros dianteiros.
  • Ruptura dos cadarços dos cintos de segurança dianteiros, por não suportarem a carga adicional causada pelo choque dos ocupantes traseiros.
  • Soltura dos trilhos e movimentação dos bancos dianteiros para a frente, levando os ocupantes a se chocarem contra o volante ou painel.

E as crianças?

Transportar crianças no carro exige atenção redobrada e é preciso acostumá-las desde cedo a ir para a cadeirinha. A resistência de sua estrutura óssea e órgãos internos é inferior à de um adulto. Para se ter ideia da severidade de uma colisão frontal, a massa de uma criança entre 12 e 15 kg equivale, em média, a 600 kg, peso impossível de ser suportado por qualquer pessoa que esteja levando uma criança no colo.

Por isso, qualquer ocupante sentado no banco traseiro, criança ou não, deve estar corretamente protegido com o uso do cinto de segurança ou da cadeirinha infantil. Ela deve ser instalada no banco traseiro e no centro do carro, para garantir maior proteção em colisões laterais.