Não escorregue no óleo!

Verifique periodicamente o nível de óleo do motor; se precisar trocar fique atento a algumas recomendações para evitar problemas futuros.

Lubrificantes

 

Que os automóveis atuais estão cada vez mais modernos e tecnológicos, disso ninguém duvida. Mesmo assim, existem tarefas que nem mesmo o mais avançado modelo pode dispensar, e a verificação do nível do óleo lubrificante é uma delas. Para quem roda com frequência, é recomendável checar o nível pelo menos uma vez por mês (veja no quadro como fazer) e, se for necessário completar ou substituir o lubrificante, não se esqueça de seguir algumas recomendações.

O fundamental é utilizar sempre um óleo com as especificações indicadas pela montadora do veículo. A marca do óleo não precisa obrigatoriamente ser a mesma, mas as características (viscosidade e nível de aditivação, por exemplo) sim. Para compreender a importância disso, é melhor saber o que significam os códigos e outras informações que constam nas embalagens dos óleos. Confira a seguir:

Base: indica a origem do lubrificante, que pode ser 100% mineral, semissintético ou 100% sintético. É importante lembrar que embora seja mais moderno e possa parecer mais avançado, o óleo sintético não atende as necessidades de todos os tipos de motor. Além disso, existem veículos que, em função de suas características, podem usar óleos de base mineral sem qualquer problema. Por isso, usar um produto sintético, às vezes, pode ser desperdício de dinheiro.

Índice de viscosidade: os óleos multiviscosos (majoritariamente usados no Brasil) informam a viscosidade em duas situações: com o motor frio e a 100 °C. Assim, a indicação SAE 10W40, por exemplo, mostra que o produto tem viscosidade grau 10 na hora da partida do motor, com ele frio (daí a letra W, que indica winter, inverno, em inglês) e grau 40 com o motor funcionando a 100 °C. Essa é a informação mais importante e que deve ser observada atentamente.

Aditivação ou nível de desempenho: Basicamente, existem três entidades reconhecidas no mundo que avaliam o desempenho dos lubrificantes e as fabricantes de óleos indicam o nível de seus produtos das seguintes maneiras:

API SP – sigla para American Petroleum Institute, S para motores a gasolina, etanol, flex e GNV (para motores a diesel é usada a letra C) e uma segunda letra que quanto mais distante estiver do A no alfabeto, significa que mais avançado e desenvolvido é o produto. Por exemplo, um lubrificante API SN é mais moderno que um API SL.

ACEA – se a API indica o nível de desempenho para os lubrificantes nos Estados Unidos, este índice foi desenvolvido pela European Automobile Manufacturers Association para classificar os óleos para a Europa. Para os motores de veículos leves a gasolina, etanol, GNV e diesel a indicação é feita por uma sequência de letras e números (A3/B4, por exemplo).

ILSAC – por fim, existe esta certificação, concedida pelo International Lubricant Standardization and Approval Commitee (Comitê Internacional de Padronização e Aprovação de Lubrificantes) que, apesar do nome, estabelece os níveis de desempenho para motores nos Estados Unidos e no Japão. Utiliza as letras GF e um número que é maior na medida em que o produto é mais avançado. Atualmente, a indicação mais recente é a GF-6.

Da mesma forma que a base, o nível de desempenho não é fator determinante para a escolha do óleo. Motores mais rodados podem trabalhar muito bem com um lubrificante API SL, dispensando um API SM, por exemplo.

Agora que você sabe o que significam as siglas e códigos nas embalagens de lubrificantes, lembre sempre de utilizar o produto recomendado pela fabricante do automóvel. Caso contrário, você poderá até perder a garantia! Detalhe importante: substitua sempre o filtro de óleo a cada troca do lubrificante, afinal, lembre que o boa parte do óleo usado fica retido no interior do filtro.

Os óleos lubrificantes atuais já possuem aditivos, portanto dispense qualquer oferta de produto que promete reduzir o consumo de combustível ou limpar o motor sendo acrescentado ao óleo do motor. Em alguns casos, esses “aditivos” podem provocar formação de borra ou carbonização no interior do propulsor.

Como medir o nível de óleo do motor

  1. Realize essa verificação sempre com o motor frio e certifique-se que o carro está sobre uma superfície plana.
  2. Retire a vareta de medição e limpe-a usando papel ou algum tecido que não solte fiapos (evite estopa). Em seguida, insira a vareta de volta no motor.
  3. Retire a vareta novamente e cheque o nível. A marca deve estar entre as indicações “mínimo” e “máximo”. Se estiver abaixo, complete usando o óleo recomendado pela montadora. Importante: mesmo completando o nível, nunca estenda o prazo para troca do óleo.